Nutrição Oncológica ao Alcance de Todos – Palestra – Mônica Aquino

A dieta cetogênica, caracterizada por um alto consumo de gorduras, moderado de proteínas e muito baixo de carboidratos, tem ganhado destaque como uma abordagem complementar no tratamento do câncer. Estudos sugerem que essa dieta pode influenciar positivamente o metabolismo celular, criando um ambiente menos favorável para o crescimento de células cancerígenas.

As células cancerígenas dependem principalmente da glicose para obter energia, enquanto as células saudáveis conseguem utilizar corpos cetônicos, produzidos durante a cetose, como fonte alternativa. Ao reduzir drasticamente a ingestão de carboidratos, a dieta cetogênica pode “matar de fome” as células cancerígenas, limitando seu acesso à glicose. Além disso, a cetose pode reduzir a inflamação e o estresse oxidativo, fatores que contribuem para o desenvolvimento e progressão do câncer.

Pesquisas preliminares indicam que a dieta cetogênica pode potencializar os efeitos de tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia, ao proteger as células saudáveis e aumentar a sensibilidade das células cancerígenas aos tratamentos. No entanto, é fundamental que essa dieta seja acompanhada por profissionais de saúde, como médicos e nutricionistas, para garantir que as necessidades nutricionais do paciente sejam atendidas.

Embora promissora, a dieta cetogênica não é uma cura para o câncer, mas uma ferramenta que pode ser integrada a um plano terapêutico personalizado. Seus benefícios variam de acordo com o tipo de câncer e o estado de saúde do paciente, mas sua capacidade de modular o metabolismo e melhorar a qualidade de vida merece atenção.


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